Por vezes, na culminância desse período de auto-afirmação que é a adolescência, queremos ser catalogados como alguma coisa neste imenso inventário de pessoas semelhantes. Ora queremos ser punks numa luta contra o sistema, ora queremos estar na moda com acessórios pitorescos mas, ao fim de contas, queremos ser quem somos divulgando os nossos gostos ao mundo através de um ídolo invisível. Optamos por motivos rebeldes ou diferentes que nos tornem substancialmente únicos, embora no fundo essas mesmas bases tenham em comum o mesmo seio criador – a sociedade. São, de facto, as escolhas que fazemos ao longo da vida que nos definem e que nos tornam cada vez mais únicos sem precisarmos de um "nome". Afastamo-nos do “querer ser” para "ser" simplesmente, sem atenção à nota de rodapé.
É fácil dizer que somos “alguma coisa”. É fácil fingir. Porém, não é fácil admitir quando finalmente temos plena noção de que absorvemos uma determinada característica que alastrou sem querer. Bem podia dizer que sou “um perigo para a sociedade” ou que “não sou boa companhia” como um dia me disseram a mim, mas quando finalmente temos plena noção de que o atingimos, atingimos o grau de no good verdadeiramente, então escolhemos seguir por um caminho diferente, rumo a outra coisa! Só percebi isto há pouco tempo. Podia garantir que sou uma pessoa problemática e inconstante a quem quer que quisesse uma companhia algo instável, mas quando os de fora se apercebem impávidos de que sou realmente instável então no meu íntimo fantasioso só desejava nunca alguma vez me ter catalogado como tal na rebeldia da adolescência.
Bem dizem, quando queremos muito uma coisa, conseguimo-la sem problema. É preciso acreditar... Será possível encontrar um ponto de retorno?
É fácil dizer que somos “alguma coisa”. É fácil fingir. Porém, não é fácil admitir quando finalmente temos plena noção de que absorvemos uma determinada característica que alastrou sem querer. Bem podia dizer que sou “um perigo para a sociedade” ou que “não sou boa companhia” como um dia me disseram a mim, mas quando finalmente temos plena noção de que o atingimos, atingimos o grau de no good verdadeiramente, então escolhemos seguir por um caminho diferente, rumo a outra coisa! Só percebi isto há pouco tempo. Podia garantir que sou uma pessoa problemática e inconstante a quem quer que quisesse uma companhia algo instável, mas quando os de fora se apercebem impávidos de que sou realmente instável então no meu íntimo fantasioso só desejava nunca alguma vez me ter catalogado como tal na rebeldia da adolescência.
Bem dizem, quando queremos muito uma coisa, conseguimo-la sem problema. É preciso acreditar... Será possível encontrar um ponto de retorno?
I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good
