Apela-se à Revolução! Esqueçam-se os benfeitores modernos que escondem os cancros no conforto de casacos felpudos e cor-de-rosa, mesmo as suas amantes, com os lábios esquartejados por um baton vermelho. Sociedade desventrada de valores, Baco de putrefacção. É tempo, sim, de agitação –, murmuro eu, contrafeito. Rompamos com disfarces, prisões passionais, consumos enlouquecidos e, vamos, cessem essas drogas espirituais; falta o que sempre faltou: energia, mais sinergia – além-mar. Mar. Nós, os netos de descobridores de novos mundos, ficámos votados à linha da rebentação, cuja maré tresanda um lastro de derrotismo.
Cresci, sem ver a cor da Revolução, em vaga de pasmo, rumo à ignorância. Nem as moscas ousavam bailar nos céus de um país quebrado na amargura do seu enterro. Sem miragens de mudança, vigor para correr, na companhia de alguma metafísica, de algum astrolábio fidedigno, aguardamos, com um copo de vodka limão na mão, algum tremor, algum sismo que se assemelhe às aparições dos pastorinhos. No fundo, com o empirismo herdado, já das orações dos nossos avós, talvez pudéssemos alterar um ou dois refrães, e mudar o solfejo da sociedade. Poder carimbar-lhe um novo sorriso, talvez menos imbecil. Estancar este trespasse de inércia desde os confins da memória nacional. Sem previsões meteorológicas positivas, diz-se que o sol Lusitano se ausentará para junto de Viriato, numa campa regada de urina, e as intercepções aos guardas do céu, virtuosos anjos, irão permanecer em linha de atendimento no sudeste asiático. Ora, sem sarcasmos, carburados de realismo, ou credos já esgotados, clamemos a Revolução. Um Ipiranga educado. Nem que seja uma farsa vocal, um mero perjúrio. Mas sempre será uma crença de que existe um stock de esperança, no junco do nosso solo pátrio.
Ps: Para quem estacionou a pensar se seria “refrães” ou “refrões”, apenas tenho a dizer que o meu computador identifica o erro na segunda acepção. Portanto, se foi tomado pelo equívoco aquando de toda a leitura, releia, por educação.
Cresci, sem ver a cor da Revolução, em vaga de pasmo, rumo à ignorância. Nem as moscas ousavam bailar nos céus de um país quebrado na amargura do seu enterro. Sem miragens de mudança, vigor para correr, na companhia de alguma metafísica, de algum astrolábio fidedigno, aguardamos, com um copo de vodka limão na mão, algum tremor, algum sismo que se assemelhe às aparições dos pastorinhos. No fundo, com o empirismo herdado, já das orações dos nossos avós, talvez pudéssemos alterar um ou dois refrães, e mudar o solfejo da sociedade. Poder carimbar-lhe um novo sorriso, talvez menos imbecil. Estancar este trespasse de inércia desde os confins da memória nacional. Sem previsões meteorológicas positivas, diz-se que o sol Lusitano se ausentará para junto de Viriato, numa campa regada de urina, e as intercepções aos guardas do céu, virtuosos anjos, irão permanecer em linha de atendimento no sudeste asiático. Ora, sem sarcasmos, carburados de realismo, ou credos já esgotados, clamemos a Revolução. Um Ipiranga educado. Nem que seja uma farsa vocal, um mero perjúrio. Mas sempre será uma crença de que existe um stock de esperança, no junco do nosso solo pátrio.
Ps: Para quem estacionou a pensar se seria “refrães” ou “refrões”, apenas tenho a dizer que o meu computador identifica o erro na segunda acepção. Portanto, se foi tomado pelo equívoco aquando de toda a leitura, releia, por educação.

0 comentários:
Enviar um comentário