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domingo, 9 de maio de 2010

"It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I'll never see him again like this... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can’t live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses."

domingo, 4 de abril de 2010

Pausa


«Precisas de centrar-te e escutar-te. Perceber o que neste momento te traz verdadeiro preenchimento e aquilo que é um falso estimulo vindo de uma excitação momentânea... Muita excitação dá excesso... Há que ter discernimento, para as coisas terem um sentido e um propósito. O excesso gera o desequilíbrio...»

quarta-feira, 24 de março de 2010

O interior em chamas gritando por uma amena paciência

O exterior não devia ser rotulado, a aparência não devia ser julgada e eu não devia impor constantes deveres, pois não sou dona do mundo nem da razão, mas sou eu que traço o caminho das coisas neste quase permanente egocentrismo que se esbate... que se esbate nos outros.

O interior em chamas grita por uma amena paciência, por uma pausa nesta constante actividade nervosa, intercalada quer por momentos de doentia euforia, quer por aqueles em que me mergulho na cama tecendo pragas ao destino de alguém.

Apenas prefiro aquela linha recta no horizonte em vez das ondas que amassam a costa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Caminho

Os artistas têm todos um caminho: é um caminho incerto que não é delimitado por regras, mas marcado pela nossa imaginação, pelas nossas vivências e pela essência do ser humano; é uma exploração sem método concreto e preestabelecido - um caminho. Somos seres quase aptos para tocar nas questões que mais nos fazem comichão no cerebelo, até mesmo aquelas que irritam os outros. Somos manipuladores de mensagens ou simples espelhos do mundo. E toda esta procura se trata de uma constante descoberta, cheia de experiências, cheia de obstáculos ao pensar... Uma descoberta onde raramente há um encontro e, se o há, será um encontro vago e inesperado que desfaz rapidamente em pedaços o batimento célere do coração. Porém, logo depois surgem outras dúvidas, outras paixões violentas que se opõem umas às outras.

Os artistas têm todos um caminho, é um caminho que traço todos os dias, intimamente ligado às minhas experiências e à minha confusão, entrelaçado nesta procura incessante também; é um caminho que tende em opor-se ao objectivo final, sem meta segura, mas com alto valor de experiência. Agora conduzido ilusoriamente pelos professores, mais tarde conduzido na solidão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ideais, para quem os serve...

O que interessa a data? Quantas vezes temos de nos lembrar que não somos nada daquilo que aparentamos. Bocados de líquido meio viscoso, meio aquoso. Nada somos pois do nada nascemos e do nada morremos. Soluções sem solução e que muitos se tentaram resolver numa equação que só a vida contém e que a ninguém dará. Cambada de idealistas com ideias copiadas e transformadas para parecerem novas, pessoas estas que juram fidelidade aos seus ideais, mas ao fim de contas nada fazem se não praguejar os ideais, enquanto eles próprios as vão quebrando, um após o outro.
Dádiva dada por ninguém, pois numa vida completa dada pela longitude adquirida, não existe nenhum saco que não leve uma pedra dentro dele, se a temos (a pedra) porque dizemos que é uma dádiva? Para aprendermos (!)? Deixem-me rir… Para quê magoarmo-nos quando aprendemos tão bem os ensinamentos na escola sem ser preciso infligirem-nos qualquer tipo de dor.
O que é uma vida completa? Nascer, viver 70 anos, vá… 80 anitos e depois morrer (?!), para que serviu então tudo o que passámos cá? Chorar anos a fio por um filho que se perdeu? Ficarmos deprimidos porque a nossa namorada vai para algum lado e não nos diz nada a não ser que sejamos nós a dar o primeiro passo?
Para que serve eu ser um rapaz de 18 anos a dizer “eu amo-te, como nunca amei ninguém!” (nada de mentira nisto), mas quando digo que te amo da mesma maneira que me amas a mim… como posso eu igualar sentimentos de duas pessoas. Ninguém o devia fazer e sinceramente acho que numa relação há sempre alguém que ama a outra pessoa de uma maneira diferente. De uma maneira mais intensa, sinceramente a intensidade começa a ser algo que me desagrada, pois numa relação, seja ela amizade, amorosa, ou familiar… acho que se a intensidade não for doseada de maneiras iguais, muitas faíscas e discussões irão surgir, pois aparecem sempre as frases como “não fazes nada por mim” ou então “dás-me pouca atenção”!
Voltando aos ideais e aos idealistas, temos grandes profetas como Jesus Cristo que a partir dos seus ideais criaram-se grandes doutrinas, mas mesmo assim vamos reparar que quantos são os cristãos que falham a essas doutrinas e ideais. Mesmo eu, não me querendo equiparar a Jesus e a tudo o que ele realizou (ou não), tenho ideais e falho muitas vezes a eles, não sei se por falta de habituação, ou se pelo contrário, a uma habituação excessiva ao desleixo que ganhei. Falho muito, sim falho mas todos olham para isso como sendo humano, tornaram o facto de falhar uma característica humana. A meu ver, não acho uma característica porque há pessoas que pouco erram seguem a sua vida sem problemas nenhuns. Eu chamo fraqueza! Fraco é aquele que tem ideais e que não os segue ou aqueles que pretendem mostrar às pessoas que os têm, mas afinal é um saco vazio.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

agora é assim

Decidi fazer uma selecção de imagens que divagavam pelas teias da rede cibernética para expressar as minhas paixões do momento, os meus sentimentos, parte do meu dia a dia... Aqui vai então:

















terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Declaração II

Não lhe vou dizer que fiz sexo durante o fim-de-semana, não vale a pena, penso, porque é o fim dessa alínea afectiva. Eu já exprimi tantas vezes o fim e de tantas formas que já é pouca a credibilidade que eles conservam no meu pensamento; perdi a criatividade para formular um fim consistente também. É que ele já está aqui, na minha casa, a invadir o meu espaço pessoal, a minha privacidade, a implicar comigo feito estúpido. Atirar-lhe-ei as culpas que forem necessárias para que deixe de suscitar o meu afecto. Mas lá viaja na memória outro fim que gera outro princípio que dá à luz outro fim, com raiva e declarações (inúteis, devo referir) de guerra. Porque insistes em contar todos os fins que pintas naquela cama que cheira mais a aguarrás do que a romance? Qual presidiário que traça minuciosamente na parede triste os dias para sair da prisão. Deixei de contar as vezes que procurei as minhas cuecas entre os lençóis desajeitados, lancei cinco imbecilidades boca fora e saí de casa a sete passos por segundo. Espero que seja o fim: «por favor tem tino desta vez». E estou aqui, a remoer-me por dentro, por fora, por tudo o que é sítio. Um íman que se atrai e repulsa por se conhecer demasiado. Gosto de enfiar na cabeça que não me agrada estar sozinha, simplesmente, ponto final. Gosto de ter alguém com quem passar a noite. E passo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

...

Ainda dizem que o mundo é perfeito na sua maneira de ser? Ou que tudo se encaixa na perfeição? Mas como podem afirmar tal coisa se basta que paremos numa das maiores avenidas da nossa capital para que vejamos algo tão horrível como a “fome”. Fome, essa sensação que deveria ser impensável de se “ver” na época em que estamos e num local onde deviria assegurar-se a evolução, a entreajuda, … e sei lá que mais… a capital deveria ser o sítio de referência para todo o país! Mas é nesta que está instalada a maior parte da corja nacional! A começar pelo povinho (onde me insiro) até aos mais abastados que desfilam como se reis se tratassem… Simplesmente lamento que seja assim tão imperfeito para uns e demasiado perfeito para outros!

Se me perguntarem se apoio o comunismo, iria responder que não… se me perguntarem se apoio a politica de direita… …. também responderei que não! Cada vez mais, me sinto incrédulo no que se trata da palavra “política” e principalmente “nacional”! Como se pode afirmar que o país está a avançar num bom caminho se ninguém sente isso… as pessoas estão completamente deprimidas… não há calor nas ruas que se percorre em Portugal! Tudo bem que sempre fomos um povo não muito festivo, mas havia calor entre os seres humanos que povoavam este país fora. Agora seja quem for que entre em qualquer sítio, a única coisa que se consegue ver são pessoas completamente formatadas para este tipo de sociedade. Dominadas pelo que se faz ouvir… completamente dominadas pelo medo de tudo e todos… dominada pelos patrões corruptos que nada mais querem se não saber deles próprios!

Como é que há pessoas que têm o descaramento de dizer que para elas está tudo bem… que vivem no seu mundo e que nada pode-as afectar! “HEY!!! NÃO HÁ UM “TEU” MUNDO!!!!”. Será que não dá para perceber isso?! Não há um “teu” nem um “meu” mundo! E isto é fácil de se verificar, se fosse só teu porque teria eu capacidade de poder alterá-lo quando estou presente?! Ou tu? Porque serias tu capaz de alterar o meu? Se eu posso danificar aquilo que pensas ser seguro, então qual é a dúvida? Logo acordem, falem e discutam. Parem de ouvir a merda da música aos altos berros no comboio e olhem em volta! Têm tempo para ouvir música quando estão sós, agora que estão acompanhados, mesmo que por meros desconhecidos (que no meu caso e na linha em que ando são quase todos esquizofrénicos ou paranóicos), tentem usufruir do bom e mau que eles têm para vos dar. Ao fim ao cabo somos todos humanos e mesmo que não pareça isto tudo é uma sociedade!

Declaração

Tenho uma declaração a fazer. É uma declaração que um dia se armou em detective e que hoje insiste impetuosamente em desbravar tudo o que lhe aparece diante do olhar afogueado, cego do tamanho sentimento que lhe implode no peito. É uma declaração que nasceu de uma triste, mas afortunada descoberta e tece o seu inicio da seguinte forma: Eu gosto de raparigas.

Gosto dos cabelos sedosos ou ondulados, dos olhos verdes ou mesmo castanhos, ou cor-de-mel!! E então dos narizes: finos e empinados. Gosto de raparigas seguras de si, ou que pelo menos o aparentam, pois nós desconfiamos sempre dessas frases exibidas contra a masculinidade nas redes sociais cibernéticas. Gosto de quando elas tomam o lugar de mulheres feras depois de uma relação acabada (quase que as conseguimos visualizar de chicote na mão e cuecas cor-de-rosa). Sei então que não só devoram homens, como saboreiam os ossinhos de outras mulheres que se alistaram no seu campo de guerra. Um ligeiro entusiasmo percorre-me a massa cerebral ao imaginar uma luta entre duas raparigas e ganha corpulência quando as fotos sedutoras tropeçam uma depois da outra nas páginas seguintes e as frases tipo “sei-tomar-conta-de-mim-sozinha” escorregam no rodapé. Eu adoro este tipo de mulheres. Eu adoro mulheres. Eu adorava levar esta mulher para a cama, sem dúvida alguma.

Adoro mulheres que falam de homens nessas redes, é sempre bom saber que os homens são claramente apreciados, o quão deliciosos serão esses homens na cama, os seus olhos, as suas pernas, a sua pila depois de uma aula de Educação Física. Gostava de ter a coragem de manifestar verbalmente e diante da Humanidade, quiçá do Cosmos, o que se passa na minha mente depravada, o que querem os sonhos pornográficos que se apoderam de mim quando vejo gajos atraentes. Oh, fico perdida de amor! E ai de alguma biatch que se ponha no meu caminho, leva logo um tiro nos cornos, diria a mulher fatal.

Foi aí que cortei o cabelo, quero ser como elas! Cortei um bocadinho. Cortei outro bocadinho. Sou quase uma puta neste momento. Gostava de ser uma mulher apetecível, de comentar sobre os homens diante do mundo, de agir como uma actriz pornográfica diante da câmara, de ser apologista da promiscuidade, de ter uns ténis de marca, de nunca me encontrar para saber o quão desprezível eu sou. De facto, eu adoro putas, eu invejo-as, sinto-me humilhada pela presença delas e, indo mais longe, adoro quando adoram putas.
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