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domingo, 31 de janeiro de 2010

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Ainda dizem que o mundo é perfeito na sua maneira de ser? Ou que tudo se encaixa na perfeição? Mas como podem afirmar tal coisa se basta que paremos numa das maiores avenidas da nossa capital para que vejamos algo tão horrível como a “fome”. Fome, essa sensação que deveria ser impensável de se “ver” na época em que estamos e num local onde deviria assegurar-se a evolução, a entreajuda, … e sei lá que mais… a capital deveria ser o sítio de referência para todo o país! Mas é nesta que está instalada a maior parte da corja nacional! A começar pelo povinho (onde me insiro) até aos mais abastados que desfilam como se reis se tratassem… Simplesmente lamento que seja assim tão imperfeito para uns e demasiado perfeito para outros!

Se me perguntarem se apoio o comunismo, iria responder que não… se me perguntarem se apoio a politica de direita… …. também responderei que não! Cada vez mais, me sinto incrédulo no que se trata da palavra “política” e principalmente “nacional”! Como se pode afirmar que o país está a avançar num bom caminho se ninguém sente isso… as pessoas estão completamente deprimidas… não há calor nas ruas que se percorre em Portugal! Tudo bem que sempre fomos um povo não muito festivo, mas havia calor entre os seres humanos que povoavam este país fora. Agora seja quem for que entre em qualquer sítio, a única coisa que se consegue ver são pessoas completamente formatadas para este tipo de sociedade. Dominadas pelo que se faz ouvir… completamente dominadas pelo medo de tudo e todos… dominada pelos patrões corruptos que nada mais querem se não saber deles próprios!

Como é que há pessoas que têm o descaramento de dizer que para elas está tudo bem… que vivem no seu mundo e que nada pode-as afectar! “HEY!!! NÃO HÁ UM “TEU” MUNDO!!!!”. Será que não dá para perceber isso?! Não há um “teu” nem um “meu” mundo! E isto é fácil de se verificar, se fosse só teu porque teria eu capacidade de poder alterá-lo quando estou presente?! Ou tu? Porque serias tu capaz de alterar o meu? Se eu posso danificar aquilo que pensas ser seguro, então qual é a dúvida? Logo acordem, falem e discutam. Parem de ouvir a merda da música aos altos berros no comboio e olhem em volta! Têm tempo para ouvir música quando estão sós, agora que estão acompanhados, mesmo que por meros desconhecidos (que no meu caso e na linha em que ando são quase todos esquizofrénicos ou paranóicos), tentem usufruir do bom e mau que eles têm para vos dar. Ao fim ao cabo somos todos humanos e mesmo que não pareça isto tudo é uma sociedade!

Declaração

Tenho uma declaração a fazer. É uma declaração que um dia se armou em detective e que hoje insiste impetuosamente em desbravar tudo o que lhe aparece diante do olhar afogueado, cego do tamanho sentimento que lhe implode no peito. É uma declaração que nasceu de uma triste, mas afortunada descoberta e tece o seu inicio da seguinte forma: Eu gosto de raparigas.

Gosto dos cabelos sedosos ou ondulados, dos olhos verdes ou mesmo castanhos, ou cor-de-mel!! E então dos narizes: finos e empinados. Gosto de raparigas seguras de si, ou que pelo menos o aparentam, pois nós desconfiamos sempre dessas frases exibidas contra a masculinidade nas redes sociais cibernéticas. Gosto de quando elas tomam o lugar de mulheres feras depois de uma relação acabada (quase que as conseguimos visualizar de chicote na mão e cuecas cor-de-rosa). Sei então que não só devoram homens, como saboreiam os ossinhos de outras mulheres que se alistaram no seu campo de guerra. Um ligeiro entusiasmo percorre-me a massa cerebral ao imaginar uma luta entre duas raparigas e ganha corpulência quando as fotos sedutoras tropeçam uma depois da outra nas páginas seguintes e as frases tipo “sei-tomar-conta-de-mim-sozinha” escorregam no rodapé. Eu adoro este tipo de mulheres. Eu adoro mulheres. Eu adorava levar esta mulher para a cama, sem dúvida alguma.

Adoro mulheres que falam de homens nessas redes, é sempre bom saber que os homens são claramente apreciados, o quão deliciosos serão esses homens na cama, os seus olhos, as suas pernas, a sua pila depois de uma aula de Educação Física. Gostava de ter a coragem de manifestar verbalmente e diante da Humanidade, quiçá do Cosmos, o que se passa na minha mente depravada, o que querem os sonhos pornográficos que se apoderam de mim quando vejo gajos atraentes. Oh, fico perdida de amor! E ai de alguma biatch que se ponha no meu caminho, leva logo um tiro nos cornos, diria a mulher fatal.

Foi aí que cortei o cabelo, quero ser como elas! Cortei um bocadinho. Cortei outro bocadinho. Sou quase uma puta neste momento. Gostava de ser uma mulher apetecível, de comentar sobre os homens diante do mundo, de agir como uma actriz pornográfica diante da câmara, de ser apologista da promiscuidade, de ter uns ténis de marca, de nunca me encontrar para saber o quão desprezível eu sou. De facto, eu adoro putas, eu invejo-as, sinto-me humilhada pela presença delas e, indo mais longe, adoro quando adoram putas.
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